Flight Level - CLEAR TO

NOVA ABORDAGEM AO AVIATION ENGLISH NOS CURSOS DE ABINITIO DE CTA / ERA UMA VEZ OS PRIMEIROS PASSOS DO TRM ASA / TRM WORKING GROUP EUROCONTROL / CURSO PPS PORTUGÁLIA / FORMAÇÃO PMS / JANTAR APCTA 2023 / VOLTA AO MUNDO – PARTE II CLEAR TO VOL.5 #66 FEVEREIRO 2024

Flight Level Revista da APCTA Associação Portuguesa dos Controladores de Tráfego Aéreo Presidente do SINCTA: Sérgio Capela Presidente da APCTA: Fernando Fernandes Director: Rodrigo Vaz Coordenação Editorial: Patrícia Gera Colaboradores: Ana Margarido, Armindo Santos, Luisa Galvão, Luís Maia, Nuno Chambel, Pedro Loureiro, Ricardo Pereira Correspondentes: Delegações da APCTA Propriedade: APCTA – Associação Portuguesa dos Controladores de Tráfego Aéreo Rua de Matola 4 – 1800-270 Lisboa Distribuição: Gratuita aos Sócios Design gráfico: FPreto – Graphic design for closed and open media Impressão: HEMI – Soluções Gráficas Periodicidade: Trimestral Tiragem: 600 exemplares Lisboa, Fevereiro de 2024 SUMÁRIO 02 Formação Nova abordagem ao Aviation English nos cursos de Abinitio de CTA 05 Fatores Humanos Era uma vez os primeiros passos do TRM ASA 06 Internacional TRM Working Group Eurocontrol 08 Formação Curso PPs Portugália 10 Lado Técnico Formação PMS 12 Por Cá Jantar APCTA 2023 16 Destinos Volta ao mundo – Parte II 22 Ecos da Imprensa Uma seleção de interesse ATC 24 Breves Torneio Controllers Basketball Cup “Touch&Go” Skopje 2023 26 Breves CBC 2024 / Encontro Nacional Mergulho delegação Santa Maria 26 Breves Aniversário APCTA 2023: TWRHOR / Santa Maria 28 Breves Visita da Direção do SINCTA e da APCTA ao ACC de Santa Maria Dia Internacional do CTA: Sede Lisboa / TWRHOR / TWRFAR 30 Especial Sócios Condições especiais para os associados APCTA 40 Rubrica Literária A Roda do Tempo – O Olho do Mundo, de Robert Jordan VOL.5 #66 FEVEREIRO 2024 TEMAS / PESSOAS / LOCAIS / CONTRIBUA COM IDEIAS E SUGESTÕES PARA: flightlevel@sincta.pt

EDITORIAL SÉRGIO CAPELA PRESIDENTE DO SINCTA A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DOS NÚMEROS As empresas cedem muitas vezes à tentação de olhar para os seus colaboradores apenas como números e meras informações numa coluna ou linha, ao invés de reconhecer a riqueza humana que cada funcionário traz consigo: motivações, ambições, contributos, melhorias. Infelizmente, essa mentalidade está longe de ser uma excepção e parece estar a ganhar terreno na NAV com dimensões alarmantes. A missão de uma Direção Sindical não é apenas chamar a atenção para estas e outras questões, mas também procurar induzir uma reflexão profunda sobre a leviandade e leveza com que se tratam colaboradores, reduzindo-os a meras células numa folha de cálculo, contrariando toda a evolução que coloca o operacional como ponto central e fundamental numa empresa e/ou implementação de projectos bem-sucedidos. Queremos alertar para a crescente indiferença em relação à pessoa que existe por trás de cada número NAV. No cenário do controle de tráfego aéreo, a pressão diária e as enormes responsabilidades enfrentadas constantemente pelos colaboradores da NAV muitas vezes passam despercebidas ao mais alto nível. Os trabalhos e decisões do CTA, essenciais para a segurança do transporte aéreo, encontram- -se muitas vezes perante planos e projectos mal pensados, deficientemente transmitidos e inadequadamente executados, mostrando que as decisões empresariais são guiadas por números frios em vez de um entendimento profundo das necessidades e desafios enfrentados por cada indivíduo ou por cada grupo. Esquecer e não ter este pensamento sempre presente e como guia, é esquecer que é no Colaborador final que todos os planos e projectos vão culminar no sucesso. Ou num fracasso. A imprudência de considerar apenas os custos e benefícios financeiros, sem levar em conta o impacto humano, mina a moral e a eficiência no local de trabalho, e origina uma quebra, muitas vezes irrecuperável, na identificação com a Empresa e a sua Missão. Cada colaborador é único, com suas próprias aspirações, desafios e contribuições valiosas. Negligenciar isso é comprometer não apenas o bem-estar dos trabalhadores, mas também a qualidade dos serviços prestados e, em última e mais grave instância, o produto mais valioso da Empresa: a Segurança. É essencial repensar as abordagens e reconhecer a importância de cultivar um ambiente que valorize cada Colaborador e o que pode aportar ao seu serviço específico e ao todo. Os números numa folha de cálculo podem oferecer uma visão parcial da realidade, mas a verdadeira essência de uma organização reside nas suas pessoas. Ao reconhecer e valorizar a humanidade por trás de cada número, podemos construir organizações mais resilientes, sustentáveis e produtivas. Afinal, uma empresa verdadeiramente bem-sucedida não é aquela que apenas alcança metas financeiras, mas aquela que cultiva um ambiente onde cada colaborador se sente respeitado, valorizado e reconhecido como uma parte integral do todo. É assim que entendemos a riqueza de cada um, e é assim que defendemos qual o caminho de todos. REVISTA APCTA. VOL.5 #66. FEV24 p.1

Formação JOÃO CARREIRA Nova abordagem ao Aviation English nos cursos de Abinitio de CTA Em setembro de 2023, o Centro de Formação da NAV (CDF) deu passos significativos na melhoria da formação da competência linguística dos Controladores de Tráfego Aéreo (CTA). Esta evolução foi impulsionada pela contratação externa e integração do novo Especialista em Língua Inglesa (ELE), João Carreira atendendo às exigências para manter a certificação da organização linguística da NAV. Simultaneamente o Administrador Nacional do projeto ELPAC , o CTA Carlos Terenas, e o recém-chegado ELE iniciaram o percurso das novas exigências da certificação linguística, participando no curso “Teaching English for Aviation” do Nile e também obtendo a pós-graduação e certificação TECL no Trinity College. Essas certificações fundamentais para o futuro da NAV moldaram a nova abordagem da disciplina “Aviation English” no curso de Abinitio. p.2

Panorama Anterior A formação linguística para CTA durante os cursos Abinitio de CTA envolvia apenas dois momentos. Primeiro, durante a Formação Básica, onde eram ministradas 32 horas, introduzindo conceitos de Aviation English e trabalhando elementos cruciais para a certificação ELPAC. O segundo momento, durante a fase APS do curso, em que os formandos recebiam uma breve preparação para o teste ELPAC, seguida pela realização dos testes. Essa abordagem, embora adequada, revelou-se insuficiente em comparação com padrões internacionais. Assim foi delineado um projeto para proporcionar aos futuros CTA uma formação linguística mais robusta, adaptada às suas necessidades específicas e aos momentos da sua evolução como instruendos CTA. Nova Abordagem Em dezembro de 2023, após a conclusão das certificações internacionais, Carlos Terenas e João Carreira desenvolveram cinco novos módulos da disciplina “Aviation English”. Esses módulos foram apresentados à direção do CDF em dezembro de 2023 tendo sido aceite a reformulação dos cursos Abinitio com a implementação desses módulos. Todos estes módulos serão sujeitos a certificação nacional pelo ANAC. Os Novos Módulos e sua Estrutura Aviation English 105 (AE 105) Este módulo, de 50 horas, visa aprimorar as competências linguísticas dos profissionais da aviação em inglês, dividindo-se em 10 unidades, cada uma abordando tópicos distintos relacionados à aviação internacional. Inclui exercícios práticos em cenários realistas para consolidar as habilidades linguísticas dos alunos. Este módulo é ministrado durante o período da formação básica. Aviation English 106 (AE 106) Este módulo, de 18 horas, foca-se em contingências de aeródromo, com vista ao desenvolvimento das competências linguísticas específicas necessárias para lidar com situações críticas. O objetivo é que os formandos possam comunicar efetivamente em inglês durante contingências de aeródromo usando a fraseologia standard e o “Plain English” quando necessário. Este módulo é ministrado após a formação de aeródromo. Aviation English 107 - ELPAC PREP Este módulo, de 18 horas, foca-se na preparação dos alunos para o Teste de Proficiência em Língua Inglesa para Comunicações Aeronáuticas (ELPAC) do Eurocontrol. Este curso oferece uma visão abrangente do teste, estratégias para diferentes perguntas e exercícios práticos extensivos, focando-se na melhoria da proficiência nas comunicações aeronáuticas. Este módulo é ministrado após a simulação de aeródromo e antes da realização dos testes ELPAC. Aviation English 108 - ACS Este módulo, de 18 horas, foca-se em dotar os futuros CTA com as competências necessárias para lidar com situações de contingência em contextos ACS usando a língua inglesa. Destaca-se pela aplicação prática dos conteúdos teóricos, utilizando exercícios e simulações para fortalecer o vocabulário específico e destacar a importância do “Plain English” em situações de contingências ACS. Aviation English 109 - APS Este módulo, de 18 horas, foca-se em dotar os futuros CTA com as capacidades necessárias para lidar com situações de contingência em contextos APS usando a língua inglesa. Destaca-se pela aplicação prática dos conteúdos teóricos, utilizando exercícios e simulações para fortalecer o vocabulário específico e destacar a importância do “Plain English” em situações de contingências APS. REVISTA APCTA. VOL.5 #66. FEV24 p.3

Transição para a Nova Abordagem Após aprovação, iniciou-se o processo de transição, integrando a nova abordagem nos cursos a decorrer e em cursos futuros. A reação positiva foi evidente com a introdução bem-sucedida do módulo AE 107 no FI 27 em janeiro de 2024. A transição continuará nos próximos meses, incorporando os módulos AE 106, AE 107, AE 108 e AE 109 nos cursos FI 28 e FI 29. O processo de integração termina no curso FI 30, onde os cinco módulos serão lecionados, e a certificação ELPAC migrará para a fase de aeródromo do curso, reforçando a eficácia desta nova abordagem da disciplina “Aviation English” no cursos de Abinitio. apresentada, delineia a criação de um Departamento de Línguas no CDF “FORLING”. Este departamento será a peça central para todas as atividades relacionadas com a certificação linguística e formação em línguas, proporcionando uma abordagem integrada e eficaz para o desenvolvimento profissional de todos os elementos da NAV Portugal. Essa estratégia não apenas reforça o compromisso da NAV com a excelência no campo da formação aeronáutica, mas também espelha a visão de uma empresa que se adapta continuamente, promovendo uma formação de alta qualidade que acompanha as evoluções da indústria da aviação. O projeto delineado por essas iniciativas não só promete atender, mas superar os padrões internacionais de formação e certificação linguística na aviação. O comprometimento com a excelência e a inovação posiciona a NAV Portugal como referência global, garantindo que seus controladores estejam preparados para os desafios dinâmicos do cenário aeronáutico do futuro, já presente. ∅ Proposta para restruturação do Módulo “Aviation English” para cursos de CTA/com inclusão de contingências AD, ACS e APS Conclusão O caminho da modernização da formação linguística dos Controladores de Tráfego Aéreo em Portugal, muito marcada pela chegada do Especialista em Língua Estrangeira (ELE) João Carreira, vai além de uma natural renovação; é mais um passo na caminhada da melhoria da formação linguística na NAV. O esforço e as iniciativas implementadas ao longo de 2023 tiveram como meta consolidar a organização de certificação linguística e a formação em línguas num departamento coeso. O objetivo primordial é estabelecer uma linha unificada entre a formação oferecida aos novos membros da NAV e a formação destinada aos colaboradores já inseridos na empresa. Uma proposta estratégica, já p.4 FORMAÇÃO

Terá dito tão bem – ou tão mal :) – que em Dezembro de 2018 lá estávamos nós a tentar entrar no fantástico espírito cabo-verdiano do “leve, leve” enquanto ministrávamos o primeiro curso TRM base. Aquele curso foi certamente especial para quem o frequentou (César, Crisolito, Valnir, Neusa, David, Sara, João e Micael) , pois foi o primeiro contacto com o TRM, mas foi ainda mais para nós. Naquele outubro, tivemos o privilégio de dar os primeiros passos do seu TRM com os oito CTA do primeiro grupo de controladores que mais tarde passariam a denominar-se literalmente de “Os Primeiros”. Temos até, para o provar, um grupo de WhatsApp ativo até hoje com essa denominação. A eles devemos uma experiência enriquecedora e o entusiasmo com que passaram a palavra sobre o TRM que nos levou, até outubro de 2023, a realizar 5 cursos que formaram 47 controladores da ASA. Saímos desta jornada de 5 anos com o coração cheio, a certeza do dever cumprido e de que fizemos amigos, mas, ao mesmo tempo, com muita pena de ter “terminado”. Ou se calhar não…. Plantamos a semente que eles estão a cuidar com todo o carinho e já pensam em criar uma pequena floresta autónoma. Isso enche-nos de orgulho! Desejamos-lhe todo o sucesso ficando claro que cá estaremos para o que o precisarem. Obrigada por tudo CTA´s de CV, foi verdadeiramente memorável o percurso que até agora fizemos juntos. Por último uma palavra especial às Chefias da ASA e outros que acreditaram que este projeto seria uma mais valia para todos os CTA´s de Cabo Verde. Como costumamos dizer, o TRM ASA não acaba aqui, segue pô-lo em prática, criar novas equipas de Facilitadores e quiçá o Programa Nacional, abrangendo outras carreiras. Fica aqui o desafio! ∅ Era uma vez os primeiros passos do TRM ASA Decorria o ano de 2017 e o nosso colega Rodrigo Vaz estava em terras de Cabo Verde a dar um curso de RNAV GNSS quando, em conversa com os controladores da Ilha do Sal que o estavam a frequentar, surge o Programa TRM da NAV Portugal e as suas mais valias, contadas na primeira pessoa, para o Controlo de Tráfego Aéreo. REVISTA APCTA. VOL.5 #66. FEV24 p.5 Fatores Humanos ANA MARGARIDO

TRM Working Group Eurocontrol p.6 Internacional ANA MARGARIDO A missão deste Working Group é ser uma plataforma europeia de troca e partilha de experiências; de promoção e apoio na aplicação do TRM na área ECAC; de sistematização, atualização, revisão e manutenção do material TRM existente e desenvolvimento de material ou metodologias TRM suplementares. As primeiras guidelines deste grupo datam de 1996. No final de 2019 (até 2022) ocorreram várias reuniões (online) entre os membros do TRMWG para apoio, gestão e partilha de boas práticas do que deveriam ter sido 2 semanas de teletrabalho que se transformaram em 2 anos de pandemia. Neste período a equipa despediu-se, por reforma, do colega O TRMWorking Group é responsável por todos os trabalhos relacionados com o TRM. Este grupo responde ao Safety Human Performance Group (SHP) que é liderado pela Safety Team do Eurocontrol.

REVISTA APCTA. VOL.5 #66. FEV24 p.7 Anthony Seychell e deu as boas vindas aos novos 2 co-chairs: NAV Portugal e Fintraffic. Em Abril de 2023, finalmente houve a primeira reunião presencial pós pandemia. Mas os anos de pandemia não foram tempo perdido para este grupo de trabalho. Entre o ano de 2020 e 2023 foram produzidos 3 grandes documentos O Anexo 1, que detalha o mapeamento entre os módulos base TRM e o enquadramento das competências CTA da ICAO. O Anexo 2 que descreve as competências do Facilitador TRM, o delineamento de um programa de formação de Facilitadores e vários exemplos práticos de refrescamento para Facilitadores. Ambos os documentos serviram de base para a criação das novas guidelines do TRM que inclui o enquadramento do TRM no sistema, a regulamentação de FH associada, a explicitação de ambiguidades e interpretações incorretas sobre o programa TRM e a partilha de boas práticas. O conjunto de documentos desenvolvidos pelo TRM WG tornaram-se, em 2023, Guidance Material (GM) para (EU) 2015/340: Accepted Means of Compliance (AMC)1 ATCO. D.045(c)(4) Composition of unit e AMC1 ATCO. D.080(b)(3) Refresher training. Atualmente o grupo é composto por mais de 44 membros provenientes de 33 prestadores de serviço que reúnem anualmente 2 vezes (1 vez online e 1 presencial), sendo que a equipa de coordenação (Eurocontrol, Nav Portugal e Fintraffic) reúne(online) várias vezes por ano entre si e com os grupos de trabalho associados aos projetos em desenvolvimento. Neste momento são 8 os projetos em desenvolvimento. Obviamente que nem todos terão desenvolvimento, robustez e maturidade para verem a luz do dia, mas pelo menos um deles já está consolidado e será lançado durante este ano, novo estudo/ avaliação sobre os efeitos e benefícios do TRM nos ANSP. Digamos que este grupo, desde a criação há mais de 25 anos, continua cheio de energia e vive verdadeiramente o espirito do TRM. Ficamos a aguardar os novos desenvolvimento deste “idoso” cheio de genica. ∅

O Curso PPT-00.001 decorreu nos dias 10 e 11 de outubro de 2023 e o Curso PPT-00.002 nos dias 17 e 18 de outubro de 2023. Assim, os dois primeiros Cursos para F/ Os da Portugália tiveram 16 participantes e foram lecionados em horário regular das 08.00h/13.00h - 14.00h/20.00h, recorrendo a aulas teóricas e práticas em simulador de Aeródromo e de Vigilância APS, com cenário de Lisboa- LPPT SIM. O programa do Curso teve duas componentes, uma teórica e uma prática, que aglutinaram os requisitos necessários para adquirirem as competências no âmbito da fraseologia para iniciarem o respetivo período de treino em operação como F/Os. ∅ Curso PPs Portugália Acordo de colaboração entre a NAV PORTUGAL e a PORTUGÁLIA Airlines na área da Formação No âmbito de colaboração de Formação entre a NAV Portugal e a Portugália, realizaram-se, no passado mês de outubro de 2023, dois Cursos de Pseudo-Pilotagem para F/O da Portugália Airlines. p.8 Formação RODRIGO VAZ

SIMULAÇÃO FORMA ADV-ADVI / APS-ACS - OUTUBRO DE 2023 M: 08h00-14h00 TEO ADV / Fraseologia TEO VIG ACS-APS / Fraseologia T: 14h00-20h00 SIM ADV / Fraseologia SIM VIG ACS- APS / Fraseologia 9 10 11 12 13 M M M T T T 16 17 18 19 20 M M M T T T CURSO PPT- 00.0001 - 00.0002 www.nav.pt 6 Curso de Formação Inicial de Pseudo Pilotos www.nav.pt 23 Uniformização de Procedimentos Circuitos standard de rolagem – RWY21 Placa 60 - Pista 21 Pushback facing E F G2 G1 A4 A5 A6 A7 S4 U4 U5 Q3 U2 U3 Light or Medium Pushback to F Protocolo de Formação NAV Portugal e a Portugália Em conjunto, as partes estabeleceram um Acordo relativo a matérias relacionadas com a Formação, nomeadamente no âmbito da partilha formativa e aquisição de competências recíprocas para os seus trabalhadores. Comprometem-se, conjuntamente, a criar condições para a disponibilização de formadores e seus trabalhadores, para efeito de ações previstas nos planos de formação da outra parte. Assim, a NAV Portugal e a Portugália estabeleceram os seguintes Cursos e Formações: • Curso de Comando - Curso de Piloto Comandante - NAV Portugal • Formações CRM – Crew Resource Management – Portugália Airlines • Voos de Formação - Portugália Airlines • Pseudo-Pilotagem - NAV Portugal • Visitas - NAV Portugal e Portugália www.nav.pt Paulo Azevedo 29/02/24 2 FRA – Fraseologia(Inicial) Chapter 12 PHRASEOLOGIES ANNEX: Rules of the Air Section 14 DOCUMENTAÇÃO Manual de Radiotelefonia ICAO – Anexo 11 ANAC CIA Nº 10/17 Regulation (EU) Nº 923/2012 www.nav.pt 5 FRA – Fraseologia (AD) 2. ATC Clearance SERA Section 14 CENTRAL TWR DLH353 REQUEST ATC CLEARANCE DLH353 CLEARED TO FYWH VIA BUSEN9D DEPARTURE FL60 SQUAWK 0342 NOTA: O Readback é obrigatório Teoria / fraseologia Fraseologia Geral Fraseologia de Aeródromo Fraseologia de Vigilância ACS/APS REVISTA APCTA. VOL.5 #66. FEV24 p.9

Formação PMS Lado Técnico ARMINDO SANTOS O Sistema PMS é uma técnica de encaminhamento de tráfego desenvolvida pelo EUROCONTROL em 2006 que substitui a vectorização e o empilhamento em holdings por um encaminhamento das aeronaves ao longo de um conjunto de segmentos de atraso (arcos) com centro no ponto para o qual se vão dirigindo à medida que vão tendo a distância pretendida entre si. O Point Merge aumenta os benefícios gerais trazidos pela Performance Based Navigation (PBN) nas áreas terminais, uma vez que garante a adesão contínua ao procedimento, a utilização alargada da navegação lateral e o apoio às operações de descida contínua, mesmo durante os picos de tráfego. O PMS melhora também o compromisso em termos de capacidade/rendimento, segurança, eficiência de voo e impacto ambiental. Terminou no dia 23 de Fevereiro a Acção de Formação Point Merge System (PMS) para os ATCO com qualificação APS/TCL. Esta acção foi composta por 5 dias de formação, totalizando 40 horas. p.10

Do ponto de vista do Controlador, o PMS fornece uma imagem clara do tráfego aéreo. Para além da sua simplicidade e intuitividade para os controladores, o PMS permite uma redução significativa das intervenções táticas ATC e, consequentemente, na carga de trabalho do controlador, na ocupação de R/T e na carga de tarefas de comunicações. Do ponto de vista do piloto, o Point Merge proporciona um melhor conhecimento da situação horizontal e vertical, com mais previsibilidade e controlo sobre o perfil de descida. Todas estas características resultam globalmente num aumento da segurança. Nesta acção de formação foi abordado o historial deste projecto e realizados exercícios que permitiram aos CTA familiarizar-se com a reestruturação de espaço aéreo da TMA de Lisboa, pondo em prática os novos procedimentos e funções a desempenhar em cada uma das posições de controlo. Dividiu-se a acção em 5 módulos em que cada módulo visava o treino de situações específicas, por forma a maximizar o tempo em simulador, dada a complexidade das alterações. ∅ REVISTA APCTA. VOL.5 #66. FEV24 p.11

Os momentos fazem-se de pessoas e assim o segundo agradecimento, e mais importante, vai para todos quanto estiveram presentes (mesmo que tenham ficado retidos algures) e contribuíram para o sucesso desta noite, fazendo deste o jantar mais participado de sempre. Um encontro entre amigos, colegas, gerações e famílias, que as diferenças geográficas não fazem diminuir. É com imenso prazer que vemos sob um mesmo teto quem esteve no início do que é hoje a carreira de Controlador de Tráfego Aéreo e Foi no passado dia 17 de Dezembro que se realizou o 48° Jantar de Aniversário da APCTA. Novamente com Monsanto como envolvente, o local que nos acolheu até altas horas foi o Clube Secret Spot. Todos os Jantares são especiais e este, a cargo de duas equipas organizadoras diferentes, foi-no também por isso. E aqui cabe-nos enquanto direção APCTA atual o primeiro agradecimento. Jantar APCTA 2023 p.12 Por cá PATRÍCIA GERA

dos Santos ganhou voz e se deu a conhecer. Convidamos todos a seguirem a página através das redes sociais e, quem sabe, estender o apoio que o jantar possibilitou. Certos que o próximo será também um êxito retumbante, esperamos por vós no Algarve! Sim, rumamos a sul. Os próximos anfitriões serão os colegas de Faro, o que faz prometer uma festa memorável. Queremos relembrar que as fotos e vídeo do jantar estão disponíveis na área reservada do site. Alguns de vós têm perguntado quem fez o trabalho de fotografia e vídeo; o seu nome é João Lourenço e o contacto pode ser pedido por mail para a APCTA. A festa é por todos e cada um de nós. Entre as luzes e os sorrisos desmultiplicados, os mestres da pista de dança, ficam aqui algumas imagens e a “voz” de alguns dos seus participantes. “Não me recordo de tão grande adesão, de associados e acompanhantes, como neste aniversário da APCTA. Rever e partilhar conversas e diversão com colegas que não cheguei a ver trabalhar e conhecer outros, ainda na fase de formação inicial, que muito provavelmente também não verei a não ser aqui, é sinal de que a nossa profissão é intemporal; todos nos conhecemos e ninguém é esquecido. Bem Hajam!” Jorge Abegão - Lisboa Mais uma tertúlia anual da família CTA. Todos os clássicos marcaram presença. A boa disposição, o espírito festivo, e o genuíno gosto pelo convívio com os nossos pares, marcaram encontro com elegância e compostura, em torno das mesas redondas. Os dois últimos convivas parecem, no entanto, ter aproveitado a transição para a pista de dança para abandonar… Talvez fizessem manhã, ou simplesmente porque in vino veritas… As últimas memórias são difusas mas felizes, razão pela qual penso ser seguro dizer que foi um sucesso! Rafael Assunção - Santa Maria aqueles que estão a iniciar o seu percurso na mesma, e todos os outros pelo meio. E não podemos aqui deixar de fora a família, suporte fundamental às muitas vicissitudes desta profissão. Os cursos ab-initio são também eles uma pequena família. este ano foi a vez da familia FB….. receber as suas torres como celebração das muitas histórias vividas, bem patentes nos abraços e paródias testemunhadas entre o grupo. Já há bastante tempo que estes jantares dão também o mote a juntarmos a classe no auxílio a situações ou pessoas em vulnerabilidade. Este ano tivemos o prazer e honra de ajudar uma associação com sotaque do norte que tem como missão apoiar famílias carenciadas, primariamente através da distribuição de bens alimentares. Foi na pessoa da Marisa Barroca que a associação Mercado REVISTA APCTA. VOL.5 #66. FEV24 p.13

“Foi um momento muito divertido de reencontro e convívio entre colegas com quem tens poucas oportunidades de estar num registo tão descontraído. Foi uma noite marcada por boa comida, boa companhia e boa disposição.” José Carneiro - Flores “Este jantar foi sem dúvida um excelente evento onde foi possível rever grandes amizades feitas no CdF, bem como conhecer alguns dos novos colegas. Da minha parte é uma tradição a manter durante largos anos.” Diogo Nóbrega - Funchal “É sempre bom, especialmente numa época natalícia, estar sentado numa mesa rodeado de colegas e amigos com quem trabalhamos (direta ou indiretamente) todos os dias. Este jantar foi uma oportunidade para relembrar o espírito NAV que existe em todos os CTAs portugueses.” Marco Verdial - Funchal Monsanto acolheu a classe em peso cruzando diferentes gerações de CTAs. Oportunidade de reunião e convívio foi tempo de rever amigos e conhecer os novos colegas, sinal de vitalidade e renovação tão importante para o futuro. Ponto alto da cerimónia foi a atribuição das Torres comemorativas dos 25 anos de carreira. Parabéns aos homenageados e um agradecimento pelo seu empenho e dedicação ao longo deste anos todos. Houve tempo para um passo de dança e os mais arrojados ficaram até ao fim do turno encerrando a pista em grande estilo, embora uns mais estilosos que outros, é certo! É costume dizer-se em época de aniversários “que celebres muitos”, pois este também é o nosso desejo e para o próximo festejo estaremos lá para soprar mais umas velas!” Pimenta - Faro “O Monsanto Secret Spot revelou-se uma surpresa. O espaço apresentava uma configuração e decoração à altura da importância da festa. A adesão das várias gerações de associados demonstrou que a classe continua a dar muito valor a este evento. Importante referir que independentemente das direções, independentemente das políticas, independentemente das opiniões e convicções pessoais, este é e será sempre o aniversário da nossa Associação. Obrigado!” Rui Marçal - Lisboa Mais um aniversário para comemorar e desta vez 49 velas para soprar. Dizem que com o passar dos anos envelhecemos e perdemos energia. No entanto, apreciamos as coisas de outra forma e energia foi o que não faltou nesta comemoração. Com um número recorde de inscritos, o Secret Spot de p.14 POR CÁ

“É sempre com enorme agrado nestes convívios magníficos e encantadores que conseguimos coerir amizades remotas por vicissitudes da efetividade do trabalho tão importante, mas deveras exigente dos nossos maridos / mulheres/ filhos/ filhas/ amigos/ amigas… Bem hajam por momentos destes. Continuem a premiar-nos com eles durante muitos anos.” Zaida Vasconcelos - esposa e mãe de controladores O jantar de aniversário da APCTA é, na minha opinião, um evento importante que promove um convívio saudável e amigável entre os colegas e amigos de vários orgãos espalhados pelo país. Tenho esperança que o mesmo se mantenha ao longo do tempo, especialmente com a enorme participação e “vida” que tem vindo a acontecer nos últimos anos.” Zé Vieira - Lisboa “Eu participarei no jantar da APCTA sempre que puder. Costumo dizer que é uma prova de vida e para além disso tenho oportunidade de rever antigos colegas e amigos e conhecer novas caras da profissão que me enche de orgulho, por a ela ter pertencido.” Abílio Durão - Reformado e pai de controladores “O jantar da APCTA é sempre aquele evento a não perder, onde se juntam várias gerações de controladores, de diversos orgãos, para uma noite bem passada. O dia seguinte é que pode ser complicado….” Viviana Durão - Lisboa “Um encontro (e reencontro) de gerações com um ambiente fantástico e muita diversão” Maria Amorim - Porto “O jantar da APCTA é sempre um ponto de encontro privilegiado, para rever colegas dos diferentes orgãos, no ativo e reformados, bem como promover o convívio com as diferentes hierarquias da classe e orgãos sociais do SINCTA e APCTA. Com presenças e ausências não habituais, prºoprias de tempos de mudança, as diferentes faixas etárias marcaram presença e os 25 anos de carreira de alguns “putos” fizeram lembrar que aquelas noites que parecem não ter fim, afinal passam a correr. O jantar decorreu em ambiente agradável, num espaço adequado ao evento, onde a comida de uma maneira geral terá satisfeito. A pista estava cheia e a festa continuava animada à hora da minha saída, o que é sempre um bom sinal. Parabéns às direções envolvidas na realização deste evento! Até para o ano!” Zeca Domingos - reformada “Faltava uma semana para o Natal, era o nosso fim de semana de entrega dos cabazes, a ajuda a sair os recursos a esgotarem- -se. Foi com este pensamento que me sentei na vossa mesa, aquele momento bipolar de alegria e preocupação. Receber a vossa contribuição foi o meu presente de Natal, Janeiro seria assim um mês mais fácil e é, com uma média de 12/15 cabazes semanais, conseguimos em todos não faltar com nada, seja frescos ou secos e graças a vocês. Para perceberem o vosso impacto, até hoje (23 Janeiro) recebemos apenas um saco de iogurtes e 30€ de donativo. Obrigado pela vossa ajuda, pelo vosso carinho em receber-nos, a preocupação quando me ouviram e foram logo consultar as nossas redes sociais. Fiquem aqui é o que vos pedimos, vamos juntos fazer a diferença, prometemos que é fácil e sim dá milhões, de felicidade.” Marisa Barroca - Mercado dos Santos REVISTA APCTA. VOL.5 #66. FEV24 p.15

Volta ao mundo PARTE II Desde muito cedo começámos a viajar com a nossa filha Inês e a cada viagem sentíamos que a nossa dinâmica melhorava, aproveitando cada vez mais os novos lugares, as novas experiências e os momentos vividos a três. A ideia de realizarmos uma viagemmaior e mais duradoura começou a crescer em 2019. p.16 Destinos LUÍS MAIA

Impossibilitados de voar para Auckland, conseguimos um sítio perto do aeroporto para pernoitar e adormecemos exaustos. No dia seguinte estávamos um bocado perdidos pois o bilhete era único para todos os voos (bilhete Volta ao Mundo da Star Alliance) e a alteração dos nomes não era de todo permitida. Após algumas pesquisas na Internet percebemos que este tipo de situações era algo frequente em voos para a Nova Zelândia. Conseguimos com alguma sorte alterar o percurso e marcar um voo para Sydney, que era o destino previsto inicialmente após Auckland. Prolongámos então a nossa estadia na zona de Los Angeles e os passeios entre a zona de Santa Mónica e Venice fizeram parte da nossa rotina naqueles dias. Conseguimos também visitar Holywood que não tínhamos conhecido por falta de tempo. Também aqui a riqueza das mansões contrastava com as tendas montadas aleatoriamente por ali, por pessoas que, em alguns casos, até trabalhavam mas não tinham dinheiro suficiente para comprar uma casa… Embarcámos rumo a Sydney no vôo mais longo que alguma vez fizemos: 14:40. 5º País: Austrália O voo correu de forma tranquila e passou mais rápido do que tínhamos imaginado. Aterrámos 2 dias depois (devido ao fuso horário) e por whatsapp partilharam connosco a notícia que devido a fortes tempestades em Auckland, o aeroporto estava inundado e com os voos todos cancelados. Há males que vêm por bem! A chegada a Sydney com temperaturas de 28º e céu azul fizeram- -nos de imediato esquecer o contratempo que tínhamos ultrapassado. Acabados de chegar, e ainda com as papilas gustativas em overdose devido a todo o fast food consumido nos USA, escolhemos um restaurante que se revelou muito bom e merece o segundo apontamento gastronómico desta viagem. Almoçámos num restaurante grego e pedimos umas sardinhas e lulas grelhadas. Não sei se influenciados pela falta de boa alimentação no destino anterior, aquela refeição, aqueles sabores e aquele espaço mereceu um lugar de destaque na nossa memória: The Apollo Restaurant. Durante uma semana alugámos um pequeno apartamento e aproveitámos Sydney: fomos às compras, cozinhámos, andámos nos transportes públicos, fomos aos mercados, fomos à praia, procurámos e experimentámos diversos parques infantis e visitámos diversos jardins. Destacamos o Jardim Botânico Real de Sydney com uma maravilhosa vista da Ópera e da Harbour Bridge. REVISTA APCTA. VOL.5 #66. FEV24 p.17

Adicionalmente, tínhamos a esperança de ver cangurus, ou não estivéssemos na Austrália. A visita às majestosas Blue Mountains fazia querer que, não sendo o melhor sítio para encontrarmos cangurus, isso podia acontecer. Esta região montanhosa está envolvida por magníficos vales que são cobertos de floresta tropical. A floresta esconde diversos lagos e cascatas. Foi incrível a visita a este lugar, no entanto se havia cangurus, não se cruzaram com as nossas caminhadas. No dia seguinte procurámos cangurus no Australian Botanic Garden. Conseguimos ver apenas um, ao longe, que se escondeu e a partir daí e, apesar da espera, nunca mais saltou para fora do esconderijo. A última aposta foi Jervis Bay. Esta baía foi absolutamente arrebatadora. A nossa visita foi sobretudo motivada pela expectativa de ver cangurus, mas Jervis Bay foi muito mais do que isso. Nas praias enormes e desertas os tons de azul turquesa contrastavam com as areias brancas que pouca gente pisava. Chegámos à primeira praia (Cave Beach) e à entrada somos de imediato surpreendidos por 3 cangurus que por ali passeavam. Registámos o momento mas a praia, paradisíaca e absolutamente vazia convidava a um mergulho que não tardou mais de 5 minutos. As brincadeiras, as corridas, os mergulhos e os saltos nas ondas foram uma animação durante algum tempo. À saída reparámos que pousavam na areia umas coisas azuladas. Mais perto, encontrámos algo parecido com caravelas portuguesas que se espalhavam ao longo do areal… Respirámos de alívio por não ter havido nenhum contato inesperado com elas na água e a partir daí ficámos pelos banhos de sol e brincadeiras na areia. 7º País: Vietname Da Nang seria o ponto de partida para a nossa visita ao Vietname. A lista de locais interessantes para visitar no Vietname é extensa, no entanto o nosso plano era acalmar e disfrutar do Mar do Sul da China. Os primeiros dias foram de praia, piscina e descanso em Da Nang. As manhãs nasciam com nevoeiro que se formava entre a floresta húmida e o oceano. Os barcos regressavam a terra depois da pesca durante a noite. Os macacos eram presença assídua por lá e movimentavam-se de um lado para o outro. Os nossos dias eram calmos e relaxantes com muitos mergulhos no mar e muita brincadeira. A calmaria destes dias foi apenas interrompida para uma agradável visita à Cidade Antiga de Hoi An, naturalmente confusa mas cheia de cor, cheia de maravilhosos cheiros da comida de p.18 DESTINOS

avião de Nha Trang para Ho Chi Minh e o impacto foi incrível. O primeiro desafio foi cruzar a estrada... Atravessar uma passadeira, passando por 3 ou 4 faixas de rodagem, onde nenhum veículo (dezenas de carros e centenas de motas) jamais iria parar era uma tarefa que parecia impossível. Vimos então uma senhora de idade que, com dificuldade em andar, atravessou a estrada, caminhando devagar, sem nunca parar e todos os veículos se desviaram dela. Fizemos o mesmo, com algum receio, mas resultou! Apesar da confusão e do barulho, apesar das motas usarem o passeio dos peões quando já não havia espaço na estrada e apesar daquele ambiente frenético, a sensação com que ficámos é que se respeitavam uns aos outros. Não havia discussões no trânsito. Com quem falávamos ou tentávamos falar, apenas a língua era uma barreira mas era possível e havia esforço para que a comunicação se estabelecesse. Foram sempre simpáticos e prestáveis e transpareciam sinceridade. A visita ao Vietname terminou com uma passagem por Can Tho para conhecer os famosos mercados flutuantes. As transações eram feitas após prender um barco ao outro. Os produtos vendidos eram anunciados por amostras tipicamente espetadas num pau. Durante vários dias os vendedores viviam ali nos pequenos barcos a abarrotar de mercadoria. Esgotada a mercadoria, rumavam rapidamente a casa onde voltavam a encher o barco e o ciclo repetia-se. Vidas duras que os pais que ali estavam não queriam ver os filhos a enfrentar e começava-se por isso a assistir à diminuição da quantidade de barcos a vender produtos naquele local. rua, cheia de barcos tradicionais conduzidos por alguém cuja cara era muitas vezes escondida pelos típicos chapéus do Vietname. As pequenas lojas cheias de lanternas tradicionais convidavam à fotografia enquanto do lado contrário da rua sentíamos o cheiro agradável do café que convidava a uma pequena pausa no passeio a pé. Pretendíamos avançar para sul ao longo da costa e uma viagem de comboio transportou-nos então para Qui Nhon. O destino para os próximos 4 dias seria um pouco mais para sul, perto de Nha Trang. As águas ali eram ainda mais paradisíacas e convidavam para o snorkeling e para passeios em cima da prancha de paddle. Os dias escondidos do caos do Vietname estavam a terminar. Era altura de conhecer e vivenciar uma das cidades mais caóticas: Ho Chi Minh. Viajamos de REVISTA APCTA. VOL.5 #66. FEV24 p.19

8º País: África do Sul Finalizar a nossa viagem no país onde nasci foi especial e logo à chegada a Inês é surpreendida e fica sem reação: à nossa espera estavam os meus pais que tinham viajado até lá para se juntar a nós nesta parte final da viagem. Não via os avós há quase 2 meses e não estava de todo à espera que eles se juntassem a nós nesta aventura. O plano para os próximos dias era simples: assistir aos inesquecíveis nasceres do Sol na Savana enquanto tentávamos procurar todos os animais que conseguíssemos e aproveitar cada pôr do sol africano que é sempre diferente mas sempre tão especial. O despertar era às 04:30. Lá fora estava ainda escuro e frio. Comíamos algo e saltávamos de imediato para um jipe de caixa aberta que nos transportava diariamente por experiências inacreditáveis. O sol despertava de forma única e pintava o horizonte de várias tonalidades, criava contrastes e reflexos nas poças de água e nos lagos. Progressivamente crescia a claridade que precisávamos para encontrar os animais que por ali andavam. A meio do safari bebíamos um café numa mesa de picnic colocada algures no meio da selva. Um destes cafés foi interrompido por 3 ou p.20 DESTINOS

4 elefantes a passar que fizeram apressar a recolha da mesa e o retorno para o veículo! Regressávamos ao lodge para comer e descansar e a rotina voltava a repetir-se de forma idêntica ao final da tarde para assistir ao pôr do sol. Vimos, ouvimos, sentimos e vivemos situações surpreendentes e arrepiantes: uma chita a poucos metros do nosso veículo num pequeno monte elevado à procura da sua presa, um leão a rugir tão perto de nós que o veículo estremeceu, elefantes a impedir-nos a passagem, o nosso veículo ficar atolado e a 3 metros de nós estar uma matilha de cães selvagens. Fim Era tempo de regressar a casa. Os três festejámos o aniversário durante esta viagem, em países diferentes. Estar ali e viver aquele sonho foi o maior presente que alguma vez recebemos. Não havia preocupações, não havia pressas, não havia obrigações. Os poucos contratempos que houve foram resolvidos sem grande desassossego. Houve tempo para nós, quer para nós família aproveitando para conviver, quer para cada um individualmente, que de vez em quando se isolava e aproveitava determinado momento à sua maneira. Havia sempre tema de conversa mas nunca era o trabalho, ou a escola ou as obrigações. Fomos muito felizes a desfrutar cada momento daquela aventura em conjunto e conseguimos desligar da nossa rotina “normal”. Obrigado à Sara e à Inês pela nossa viagem! ∅ “A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos.”. Fernando Pessoa REVISTA APCTA. VOL.5 #66. FEV24 p.21

tir a operação do sistema de armas P-3C CUP+ nos próximos anos sem constrangimentos significativos, assegurando a sustentação com níveis elevados de disponibilidade, pois, sem tais recursos, o incremento das atuais taxas de aprontamento de aeronaves, que progressivamente vão tendo crescentes períodos de indisponibilidade por necessitarem de ações de manutenção para as quais não existe material disponível no mercado, ficará comprometido”. O processo de aceitação que antecedeu o voo ferry ocorreu no dia 6 de fevereiro na Alemanha, como resultado da colaboração entre a Marinha Alemã, as entidades da Força Aérea e a Autoridade Aeronáutica Nacional. DSF vai estudar o potencial das Torres Virtuais no aeroporto de Munique O aeroporto de Munique vai introduzir um sistema para examinar e validar o potencial da instalação de torres de controlo virtuais nos principais hubs. O sistema será implementado pelo empreendimento Frequentis DFS Aerosense após licitação internacional. “Numa fase inicial do projeto, o potencial e a adequação da torre virtual para aeroportos maiores como o de Munique serão determinados e validados tanto do ponto de vista operacional como técnico”, afirma. Estes exercícios de validação serão realizados no próximo ano. O programa visa a análise de casos de uso específico, como por exemplo a instalação de uma torre virtual provisória enquanto a principal torre de controlo de Munique estiver a ser alvo de obras para remodelação. Ecos da Imprensa PEDRO LOUREIRO Força Aérea Portuguesa já recebeu o primeiro P-3C A Força Aérea Portuguesa anunciou que recebeu o primeiro de seis aviões P-3C adquiridos pela Força Aérea ao Governo da República Federal da Alemanha. Depois de um voo ferry desde a Base Naval de Nordholz, na Alemanha, o primeiro avião P-3C aterrou, a 9 de Fevereiro, pelas 14h20 na Base Aérea N.º 11, em Beja. Este foi o primeiro de seis aviões adquiridos ao abrigo do contrato celebrado entre o Governo português e o Governo alemão, que contempla todo o inventário da frota P-3C disponibilizado pela República Federal da Alemanha constituído por seis aeronaves; conjuntos Mid-Life Upgrade (MLU); sobresselentes; equipamentos de apoio e bancadas de teste; bem como os simuladores de voo e de procedimentos táticos. Os seis aviões vão agora ser integrados na frota da Esquadra 601 – “Lobos” que já opera a versão P-3C CUP+ Orion, responsável por assegurar a soberania e a vigilância do Espaço Estratégico de Interesse Nacional e a cobertura de toda a área das duas regiões de informação de voo e de busca e salvamento sob jurisdição do Estado Português – uma das maiores do mundo –, contribuindo decisivamente para as missões de busca e salvamento de muito longo alcance, o que garantem a salvaguarda da vida humana nos casos de acidente ou de situações de emergência ocorridos no mar. De acordo com a Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2023, “a aquisição de todo o inventário da frota proveniente da Alemanha surge como uma oportunidade de garanp.22

As instalações da DFS em Munique acomodarão um ambiente de trabalho para a torre virtual, que incluirá câmeras panorâmicas de 360º e zoom de alta definição montadas na torre principal. Embora a DFS tenha utilizado torres remotas em aeroportos mais pequenos – como Saarbrucken – o presidente-executivo Arndt Schoenemann diz que o projeto da torre virtual de Munique permitirá à organização “explorar o seu potencial” e possivelmente “dar mais um passo em direção a uma maior digitalização”. “Ao fazer uma mudança tão fundamental, é importante que todas as partes interessadas, especialmente os controladores de tráfego aéreo, estejam envolvidos no projeto numa fase inicial para garantir a aceitação total”, acrescenta o diretor- -gerente da DFS Aviation Services, Andreas Potzsch. https://www.flightglobal.com/air-transport/german-air-navigation-service-to- -explore-potential-of-virtual-tower-at-munich-hub/157163.article Thales SA inova na gestão de tráfego aéreo com base em IA A Thales SA patenteou a integração de IA para prever as características da trajetória das aeronaves, melhorando a gestão do fluxo do tráfego aéreo. A Thales SA, líder global em tecnologias aeroespaciais, fez recentemente um progresso significativo na melhoria da gestão do fluxo de tráfego aéreo através do registo de uma patente que integra inteligência artificial na previsão das características da trajetória das aeronaves. Esta abordagem inovadora, que utiliza um motor de aprendizagem electrónica supervisionado, visa revolucionar a forma como o tráfego aéreo é gerido, prevendo com precisão parâmetros de trajetória de aeronaves, tendo como base uma infinidade de parâmetros que alimentam o sistema, tanto relativo a aeronaves, como também a fatores ambientais. Revolucionando o tráfego aéreo com IA A base da patente da Thales SA é um método que processa informações de trajetória de aeronaves através de um algoritmo sofisticado dentro de um motor de aprendizagem eletrónica supervisionado. Compilando um vetor de parâmetros de entrada para cada trajetória, o motor pode prever as principais características da trajetória, como tempos de rolagem, ocupação da pista, tanto por aterragens como descolagens e trajetórias de aproximação. Este mecanismo não é apenas uma prova da integração da IA ​na gestão do tráfego aéreo, mas também destaca o compromisso da Thales em melhorar a segurança e a eficiência da navegação aérea. A arquitetura detalhada do mecanismo do motor de aprendizagem eletrónica, conforme descrito na patente, é configurada como uma rede neural totalmente interligada. Esta configuração é fundamental para processar com precisão as grandes quantidades de dados necessários para prever trajetórias, garantindo que os controladores de tráfego aéreo possam tomar decisões mais assertivas. A patente descreve ainda a configuração do sistema necessário a este motor, que inclui unidades de processamento e meios de armazenamento de informação essenciais para o manuseio dos dados de aprendizagem e trajetória. Aplicações e Implicações Além das complexidades técnicas, a patente descreve diversas aplicações práticas desta tecnologia. Por exemplo, pode reduzir significativamente a probabilidade de congestionamento do tráfego aéreo, fornecendo previsões precisas dos tempos de rolagem e descolagem das aeronaves, otimizando assim o uso da pista. Além disso, a capacidade de prever possíveis cenários de ultrapassagens de aeronaves em voo, permite aumentar a consciência situacional pelos controladores de tráfego aéreo, aumentando assim a segurança dos voos. Além disso, esta tecnologia pode ser integrada nos sistemas de gestão de tráfego aéreo existentes, oferecendo uma solução para aeroportos e centros de controlo em todo o mundo. Futuro da gestão do tráfego aéreo As implicações da patente da Thales SA vão muito além dos benefícios imediatos da melhoria do fluxo e da segurança do tráfego aéreo. Ao aproveitar o poder da inteligência artificial, esta inovação abre caminho para uma nova era na aviação, onde a análise preditiva pode desempenhar um papel crucial nos processos de tomada de decisão. À medida que a indústria da aviação continua a crescer, a procura por soluções de gestão de tráfego aéreo mais eficientes e seguras irá, sem dúvida, aumentar, tornando oportuna esta abordagem da Thales ao uso da IA. Além disso, este desenvolvimento alinha-se com uma tendência mais ampla de transformação digital no setor aeroespacial, mostrando como tecnologias de ponta, como a IA e a aprendizagem automática, podem ser aproveitadas para enfrentar alguns dos desafios mais prementes da indústria. À medida que a Thales SA continua a inovar, o seu foco na inteligência artificial como pedra angular da sua estratégia é evidente, prometendo um futuro onde as viagens aéreas serão mais seguras, mais eficientes e mais sustentáveis. https://bnnbreaking.com/tech/thales-sa-innovates-air-traffic-management- -with-ai-driven-trajectory-prediction-patent REVISTA APCTA. VOL.5 #66. FEV24 p.23

Entre os dias 8 e 12 de novembro, a nossa equipa de basquetebol participou no Controllers Basketball Cup em Skopje, capital da Macedónia do Norte. Composta por oito destemidos elementos - Maria Tinoco Valério, Micá, Patrícia Serpa, Diogo Portela, “Jorgito” Abegão, Luís Tojais, Rui “Capitão” Valério e Tiago Rosado - teve como destaque ser a única equipa com elementos femininos na competição. Dia 8: Encontro e Celebração no Hotel Double Tree by Hilton A jornada começou com o encontro da equipa no Hotel Double Tree by Hilton, seguido de uma animada Welcome Party no próprio hotel. Este momento fortaleceu os laços entre os membros da equipa, criou um ambiente de camaradagem e proporcionou um primeiro contacto com o vinho macedónio. Dia 9: A Superar Adversidades e Aventura no Matka Canyon O torneio começou com uma derrota contra a Eslovénia (12-29) e a infeliz lesão do nosso Team Leader, Rui Valério, após um choque de joelhos com o número 11 esloveno. Apesar dos ânimos quentes, ficou decidido que esta questão irá ficar resolvida no torneio do próximo ano com uma batalha de Break Dance entre os dois. TORNEIO CONTROLLERS BASKETBALL CUP “TOUCH&GO” SKOPJE 2023 Por: Diogo Portela O jogo contra a Lituânia, inicialmente marcado para este dia, foi adiado para o dia seguinte, permitindo-nos explorar o espetacular Matka Canyon. A deslocação da equipa foi feita em dois carros alugados conduzidos por 2 elementos da equipa (Tiago Rosado e Micá), garantindo que, apesar das estradas sinuosas, nenhum dos condutores transgredisse as regras rodoviárias, destacando a versatilidade da equipa não apenas no campo, mas também fora dele. Dia 10: Um Triunfo Mágico No segundo dia enfrentámos a eventual equipa campeã, a Lituânia, sofrendo uma derrota de 18-31, apesar dos altos reforços gentilmente cedidos pelo adversário para esta partida. No entanto, uma vitória estratégica sobre Belgrado C (1711) - talvez potenciada por uma substância secreta chamada Скопско - assegurou o 3º lugar na fase de grupos. Esta classificação colocou-nos na Plate Cup, onde enfrentamos a 4ª clasp.24 Breves DE VÁRIAS FONTES

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